Radiografia sugere investimento em certificação e rotulagem
05-12-2007

Para ampliar as exportações, são necessários mais investimentos em rotulagem e certificação, para que as empresas adaptem seus produtos a normas e padrões aceitos em nível mundial

Por Marcel Gomes

Responsável por 9,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a indústria de alimentos ainda apresenta baixas taxas de inovação, o que, quando ocorre, é mais impulsionada pelo consumidor interno do que pelo externo. Para ampliar as exportações, são necessários mais investimentos em rotulagem e certificação, para que as empresas adaptem seus produtos a normas e padrões aceitos em nível mundial.

Essas são algumas das principais conclusões do trabalho “Radiografia da indústria de alimentos no Brasil: identificação dos principais fatores referentes à exportação, inovação e ao food safety“, divulgado por Júnia Cristina da Conceição, técnica de planejamento e pesquisa da Diretoria de Estudos Setoriais o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (ipea).

O estudo, divulgado em setembro, destaca ainda que poucas firmas na indústria de alimentos realizam exportações. As vendas externas são puxadas por empresas que operam com óleos e gorduras vegetais e animais, fabricação e refino do açúcar, e abate e separação de produtos de carne e pescado.

Para a autora, as empresas precisam dar conta que há um “novo novo padrão de concorrência, mais sofisticado, segundo o qual a existência de custos baixos, embora necessários, deixam de ser condição suficiente”.

Segundo Conceição, é preciso também atender a critérios de segurança alimentar, monitorados por análises microbiológicas dos alimentos, boas práticas agrícolas, rastreamento para identificar a origem do produto, entre outros. “Atualmente, expressões como atributos de qualidade dos produtos associados à segurança do alimento, boas práticas agrícolas e biotecnologia são temas presentes no setor agroindustrial”, escreveu.

Leia a íntegra do estudo