Pernambucanas adere ao pacto e traz 130 parceiras
03-09-2012

Na maior adesão em bloco à iniciativa, rede Pernambucanas incentiva a incorporação de 130 empresas fornecedoras, não apenas da área têxtil

Por Maurício Hashizume

Nova signatária, a rede varejista Pernambucanas incentivou a integração de cerca de outros 130 fornecedores, na maior adesão conjunta ao Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. Lançado em 2005, o compromisso engloba empresas, associações e entidades comprometidas em agir contra a escravidão contemporânea e conta com centenas de participantes.

Pernambucanas ingressou para o Pacto Nacional com outros 130 parceiros fornecedores (Foto: MH)

Caio Magri, do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social – que faz parte do Comitê de Coordenação e Monitoramento do Pacto Nacional -, ressaltou a importância da integração de fornecedores não apenas do setor têxtil, mas de diversos outros parceiros comerciais da Pernambucanas. Para ele, a entrada conjunta é uma manifestação no sentido de uma maior sustentabilidade da cadeia produtiva, concebida de uma maneira abrangente.

A cerimônia de assinaturas, ocorrida na semana passada, contou com a presença do diretor-superintendente da Pernambucanas, Jiovanini Ciccone, e com o diretor-executivo comercial da rede, Marcelo Ubriaco. Juntamente com diversos fornecedores de roupas (como a marca infantil Tip Top), representantes de empresas de outros setores como Itautec e Electrolux também estiveram presentes para confirmar a adesão.

A inclusão dos novos signatários, destacou Caio, exigirá muito trabalho de todos, pois consiste apenas em apenas uma das várias etapas relacionadas à iniciativa. Recentemente, o Comitê divulgou comunicado em que anunciou a suspensão da grife espanhola de roupas e acessórios Zara, por conta do questionamento feito pela mesma – implicada em um flagrante de escravidão em oficina de que produzia para a marca – na Justiça acerca da inconstitucionalidade da “lista suja” do trabalho escravo, cadastro de empregadores flagrados pela fiscalização na exploração de mão de obra análoga à escravidão que é considerado central nos esforços de combate ao crime no país.

Assim como a Zara, a Pernambucanas também foi envolvida em um caso de trabalho escravo em sua cadeia produtiva em 2011. A empresa responde a uma ação civil pública por conta do ocorrido, mas afirma seguir em fase de negociações para a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com membros do Ministério Público do Trabalho (MPT).