InPacto se posiciona diante das denúncias sobre a C&A
21-05-2014

 São Paulo, 21 de maio de 2014

A diretoria do Instituto Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo-InPACTO, vem se posicionar diante das denúncias veiculadas na mídia sobre a C&A, parceira de primeira hora e integrante do InPACTO

O acordão do TST não caracteriza ou assemelha as irregularidades nas jornadas de trabalhos de trabalhadores e trabalhadoras de lojas da C&A na cidade de Goiânia à existência de trabalho escravo.

A empresa apresentou um posicionamento ao InPACTO, que segue abaixo, apontando que admite que houve problemas em relação ao cumprimento da jornada de trabalho, situação que a empresa já tomou providências para corrigir como sistema eletrônico de controle de ponto e horas trabalhadas, treinamento de lideranças e ampliação de canais de comunicação.

O uso incorreto do conceito de trabalho escravo feito pela mídia acaba por favorecer o discurso daqueles que apontam uma potencial fragilidade do conceito, o que não é verdade. O Brasil tem um histórico de descompasso entre os direitos trabalhistas e muitas empresas, em centro urbanos ou rurais, mas a caracterização de trabalho escravo não deve se confundir com violações da CLT que têm mecanismos de fiscalização e monitoramento próprios. Neste sentido, uma jornada excessiva por si só́, não caracteriza o uso do trabalho escravo. É preciso ainda a submissão a uma jornada exaustiva, com esforço contínuo e sobrecarga incessante, ritmo que coloca em risco a vida do trabalhador e danos à saúde.

Aproveitamos a oportunidade para recomendar a leitura de artigo recém publicado pelo jornalista Leonardo Sakamoto sobre a questão, clicando aqui.

Renovamos nossa confiança e parceria com a C&A para o fortalecimento das ações empresariais na prevenção e combate ao trabalho escravo.

Caio Magri – Presidente

Tatiana Trevisan – Vice-Presidenta (representando o Wal-Mart Brasil)