SP: haitianos e bolivianos são resgatados de trabalho escravo
25-08-2014

Uma operação de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Ministério Público do Trabalho (MPT), realizada no começo deste mês, terminou com o resgate de doze haitianos e dois bolivianos que trabalhavam em condições análogas à escravidão em oficina de costura no centro de São Paulo.  As vítimas, que produziam peças para a confecção As Marias, trabalhavam no local há dois meses, sem salário e com fome.

Além de não receberem pelo trabalho e sofrerem com a falta de comida, os trabalhadores eram submetidos a jornadas que poderiam chegar a 15 horas por dia, de segunda a sábado. Não havia refeitório, e a cozinha era de uso exclusivo do dono da oficina. Alimentos eram escondidos no interior de um sofá para que os trabalhadores não tivessem acesso.

Os quartos onde os catorze haitianos, um casal de bolivianos e seu filho de quatro anos dormiam também estavam em péssimas condições e higiene e infiltrações. Nenhuma das promessas de remuneração, alimentação e alojamento adequado foi cumprida. Após a fiscalização, o local foi interditado por não ter instalações elétricas regulares, nem extintores de incêndio dentro do prazo de validade.

Mais resgates em São Paulo

Uma adolescente de 15 anos grávida de sete meses foi resgatada, com mais 16 bolivianos, em uma ação de fiscalização do MTE em uma oficina de produção para a empresa Seiki, também em São Paulo. As jornadas chegavam a 12 horas diárias e os documentos dos trabalhadores haviam sido retiros. Nos alojamentos, que ficavam junto aos locais de trabalho, foram encontradas quatro crianças de seis meses a quatro anos de idade. O salário das vítimas era de R$ 700 (menor que o mínimo) e representava 40% do piso pago para a categoria.

Leia a reportagem completa no site da Repórter Brasil

Imagem: SRTE/SP