Mapa mostra uso de mão de obra infantil pelo mundo
05-08-2014

Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) existem 168 milhões de crianças trabalhadoras em todo o mundo. Um mapa da consultoria britânica Maplecroft, divulgado neste ano, mostra um panorama do problema.

De acordo com o “The Huffington Post”, o objetivo da consultoria era dar às empresas uma ideia de onde elas poderiam estar se prejudicando utilizando trabalho infantil em vários países. Para Marilu Gresens, analista sênior de direitos humanos da Maplecroft, “os riscos mais comuns do trabalho infantil são dano à reputação, alienação de investidores, boicote de consumidores, entre outros, decorrentes de alegações de que a empresa se beneficiou do uso de trabalho infantil na cadeia de abastecimento ou cadeia de valor”.

O mapa mostra que o trabalho infantil não é apenas um problema dos países em desenvolvimento. Os Estados Unidos, por exemplo, é considerado um país de risco médio devido às condições da agricultura e a uma isenção em leis trabalhistas para crianças que trabalham em pequenas propriedades. Conforme o relatório da ONG Human Rights Watch, milhares de crianças estão expostas à condições de trabalho perigosas em fazendas de tabaco.

Já as condições de trabalho de crianças trabalhadoras nos países que enfrentam pobreza profunda ou instabilidade e conflitos são ainda mais extremas. Na Eritreia, um sistema patrocinado pelo Estado exige que filhos trabalhem dois meses por ano em projetos de construção e agricultura.

Na avaliação da Maplecroft, globalmente tem havido uma redução mínima do trabalho infantil, mas esse progresso é ainda menor nas suas piores formas: tráfico sexual, participação militar forçada e trabalho perigoso.

A OIT estima que o número de crianças trabalhando tenha sido reduzido em um terço desde 2000 e deve cair para 107 milhões até 2020.

As informações utilizadas para a elaboração do mapa foram retiradas de relatórios das Nações Unidas, da OIT e obtidas com uma série de pesquisadores em direitos humanos.

Informações: The Huffington Post

Mapa: Maplecroft/ Reprodução ‘The Huffington Post’