Líderes religiosos se unem para combater o trabalho escravo
06-08-2014

A partir de uma iniciativa de Andrew Forrest, magnata da mineração e fundador da Free Walk Foudation – organização internacional que mapeia a escravidão em todo o mundo-, representantes das grandes religiões se uniram na Global Freedom Network (Rede Global de Liberdade), uma rede para combater a exploração e comercialização de pessoas. A meta é erradicar a escravidão moderna e o tráfico de humanos em 2020.

Ao lado de Andrew Forrest, fazem parte da Junta Executiva da Global Freedom Network o Arcebispo David Moxon, da Igreja Anglicana, e o Bispo Marcelo Sánchez Sorondo, da Igreja Católica. A rede já foi endossada pelo Papa Francisco, chefe de estado do Vaticano, pelo Mohamed Ahmed el-Tayeb, imã da Mesquita de al-Azhar, no Egito, e pelo Arcebispo da Cantuária,  Justin Welby, líder espiritual da Igreja Anglicana.

Os objetivos para combater a exploração e a comercialização de humanos até 2020 são ambiciosos. Entre as metas da Rede Global de Liberdade estão obter o apoio de 162 governos para endossar publicamente o fundo, conseguir que 50 empresas multinacionais assumam o compromisso de monitorar as suas cadeias produtivas para que estejam livres de trabalho escravo moderno e convencer o G20 a adotar iniciativas contra o trabalho escravo.

A rede ainda espera unir as religiões para mobilizar jovens no apoio a programas de erradicação da escravidão moderna e do tráfico de pessoas, além de estimular famílias, escolas, universidades, igrejas e instituições para educar sobre o tema.

Informações: CNN, Walk Free Foundation e Global Freedom Network

Imagem: Reprodução/ Global Freedom Network