Consumidora encontra pedido de socorro em roupas
27-10-2014

Roupas compradas no site chinês AliExpress chegaram à casa da advogada Sandra Miranda, que mora em Águas Claras (DF), acompanhadas de um bilhete com um pedido de socorro. A mensagem escrita em inglês dizia: “Sou escravo, me ajude”.

A consumidora, segundo informações da Rede Record, em um primeiro momento não acreditou que o bilhete fosse verdadeiro e não imaginava que poderia haver uma indústria movida por trabalho escravo por trás da fabricação das blusas que comprou. No entanto, ao verificar que o pacote chegou muito bem lacrado, entendeu que se tratava de um pedido verdadeiro de ajuda.

Ainda de acordo com a reportagem da Record, a AliExpress informou em nota que “é uma plataforma de conteúdo criado pelo usuário e não produz, vende ou envia diretamente ao cliente”. De acordo com o comunicado da empresa, “se um vendedor for encontrado utilizando práticas proibidas de contratação de mão de obra, ele será investigado e denunciado às autoridades”. A empresa também informou que “já iniciou a investigação dessa denúncia contra um dos vendedores que utilizam a plataforma AliExpress”. (Leia a reportagem completa no site R7)

AliExpress

Conhecida pelos seus preços muito abaixo do mercado, a AliExpress é um fenômeno de vendas pela internet em todo o mundo.  Neste domingo (26), o jornal O Estado de São Paulo divulgou que a empresa é líder em unidades vendidas no Brasil, com 11 milhões de pedidos entre julho e setembro de 2014, um número muito superior aos 7,2 milhões de unidades do grupo B2W, que representa as marcas Americanas.com e Submarino.

Outro caso

Reprodução

A íntegra do bilhete escrito em mandarim e encontrado no bolso da calça, dizia: “SOS SOS SOS.
Somos prisioneiros em Xiangnan prisão em Hubei, na China” (Crédito da foto: Reprodução)

 

Mensagens com pedidos de socorro e denúncia de exploração de trabalhadores  também teriam sido enviadas por vítimas de trabalho escravo para consumidores através de produtos de uma rede britânica. Duas mensagens estavam costuradas em etiquetas de vestidos comprados por duas jovens no País de Gales, e uma terceira foi encontrada no bolso de uma calça por uma mulher na Irlanda do Norte. As roupas foram adquiridas em uma das lojas da rede irlandesa Primark, conhecida pelos preços acessíveis de seus produtos.

A íntegra do bilhete escrito em mandarim e encontrado no bolso da calça, dizia: “SOS SOS SOS. Somos prisioneiros em Xiangnan prisão em Hubei, na China! Por um longo tempo, temos produzido roupas para exportação. Nós trabalhamos 15 horas por dia. O que nós comemos é ainda pior do que o alimento para porcos e cães. O trabalho que fazemos é semelhante ao trabalho mais difícil que bois e cavalos podem fazer. Conclamamos a comunidade Internacional a denunciar a China por este ato desunamo”. Já as etiquetas dos vestidos traziam as seguintes mensagens escritas em inglês: “Forçado a trabalhar durante horas exaustivas” e “condições desumanas degradantes”. (Leia a matéria completa)

 

* Com informações da Rede Record e de O Estado de São Paulo

Imagem: Reprodução / Rede Record