Copa do Catar: Petição pede libertação de escravos modernos
25-02-2015

Obras relacionadas à Copa do Mundo de 2022, no Catar, tiveram a morte de um trabalhador a cada dois dias, apenas no último ano. As vítimas trabalhavam na construção de um mega-projeto de um bilhão de dólares, administrado, em sua maior parte, pela empresa norte-americana CH2M Hill.

Para pressionar a CH2M Hill a assumir o papel de garantir a proteção à vida e a liberdade de seus trabalhadores, a rede de campanhas Avaaz criou um petição direcionada à Jacqueline Hinman, presidente da empresa. São necessárias 1  milhão de assinaturas para que a mensagem seja enviada.

Segundo um relatório da Confederação Sindical Internacional (CSI), divulgado em 2014, a previsão é de até quatro mil operários percam suas vidas até o ano do Mundial de Futebol no país. De acordo com o levantamento feito pela CSI, cerca de 1200 imigrantes do Nepal e da Índia já morreram.

Operários, principalmente do Sri Lanka e do Nepal, são induzidos a deixar seus países de origem e confiar em promessas ilusórias de excelentes empregos. Quando chegam ao Catar, os empregadores apreendem seus passaportes e os obrigam a cumprir longas jornadas, sem descanso, abaixo de um calor de 50 graus, e sem possibilidade de desistência do trabalho e retorno aos seus países, o que caracteriza um regime de escravidão.

A proposta da Avaaz é conseguir que outras empresas, a partir da repercussão desta campanha, também assumam o compromisso de garantir a liberdade dos seus trabalhadores e ajudar a acabar com essa exploração.

Clique aqui para assinar a petição

Imagem: Avaaz/Reprodução