MPT e Igreja Católica vão promover campanha contra o trabalho escravo
04-03-2015

Representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e Igreja Católica tiveram um encontro, na última sexta-feira (28), para debater a atuação no combate ao trabalho escravo e na promoção do trabalho decente. As instituições promoverão uma campanha com cartazes, folhetos e distribuição de vídeo para toda a região Nordeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Em depoimento ao portal do MPT, Dom Murilo Krieger, bispo-primaz do Brasil, afirmou que o projeto será iniciado regionalmente e,em seguida, ampliado para uma esfera nacional. Disse ainda, que a Igreja possui papel importante para fazer com que a mensagem sobre o tema trabalho escravo atinja pessoas e locais onde muitas vezes as instituições formais não conseguem chegar.

O procurador-geral do Trabalho, Luís Camargo, propôs na ocasião que uma carta sobre a iniciativa fosse enviada aos bispos do Brasil e também ao Papa Francisco, de forma a sensibilizar a sociedade para a necessidade do enfrentamento da questão. O documento e demais materiais da campanha serão enviados nos próximos dias.

Em 2014, a Igreja obteve resultados na ampliação do debate sobre o trabalho escravo com a Campanha da Fraternidade. O subprocurador-geral do Trabalho, Otávio Brito Lopes, exemplificou em depoimento ao MPT atuações anteriores do Ministério Público do Trabalho, como o projeto Resgatando a Cidadania, desenvolvido no Mato Grosso, que proporciona capacitação profissional como maneira de prevenir que pessoas resgatas em situação de trabalho análogo à escravidão voltem a ser vítimas desse tipo de exploração humana.

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*Com informações do MPT

Imagem: Wikimedia Commons