Rio: Pastelaria chinesa é flagrada com trabalho escravo e carne de cachorro
13-04-2015

Uma operação de fiscalização do Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro encontrou uma cela, com grandes e cadeados, montada dentro de uma lanchonete em Parada de Lucas, zona norte da capital fluminense. Os trabalhadores ficavam encarcerados no local e ainda conviviam com o cheiro de cachorros mortos utilizados para a produção de carne.

O dono do estabelecimento, que cumpre pena no Complexo Complexo do Gericinó, disse em depoimento à polícia que não sabia que era proibido abater esses animais no Brasil e ainda afirmou que o uso de carne de cachorro é comum em lanchonetes chinesas espalhadas pela cidade do Rio de Janeiro.

De acordo com informações publicadas pelo Jornal O Globo, um grupo de comerciantes chineses é acusado de aliciar pessoas em Guangzhou – cidade localizada no sul da China – e trazê-las para o Brasil. Três inquéritos foram encaminhados à Justiça Federal. Segundo apuração de O Globo, os chineses vêm ao Brasil com propostas salariais de R$ 2 mil, além de oferta de moradia e alimentação e quando chegam recebem a informação que devem trabalhar em pastelarias da cidade, se receber nada por três anos, para cobrir as despesas das passagens aéreas.

(Leia a reportagem completa no site do Jornal O Globo.

*Com informações de O Globo

Imagem: Wikipedia Commons