Em vídeo para OIT, Wagner Moura narra história real de vítima de escravidão
03-11-2015

O ator Wagner Moura, Embaixador da Boa Vontade da Organização Internacional do Trabalho, gravou  em apoio à campanha contra a escravidão moderna 50 for Freedom, dando voz a uma história real de uma vítima de trabalho forçado. Robin Wright, atriz do seriado “House of Cards”, e David Oyelowo, que interpretou Martin Luther King Jr no filme “Selma”, também fazem parte da iniciativa que busca persuadir governos a ratificarem o Protocolo sobre Trabalho Forçado, novo tratado internacional criado para eliminar de vez as formas contemporâneas de escravidão.

Assista ao vídeo:

 

O novo protocolo foi adotado pela OIT em 11 de junho de 2014, durante a sua 103ª Conferência, com o objetivo de avançar as medidas de prevenção, proteção e de remuneração, bem como a intensificar os esforços para eliminar as formas contemporâneas de escravidão. O protocolo, suportado por uma recomendação, foi adotado pelo governo, empregadores e trabalhadores delegados para a Conferência Internacional do Trabalho (CIT), com 437 votos a favor, 27 abstenções e 8 contra.

O novo protocolo traz a Convenção 29 da OIT existente sobre Trabalho Forçado, aprovada em 1930, na era moderna para lidar com práticas como tráfico humano. A recomendação que o acompanha fornece orientação técnica sobre a sua implementação.

De acordo com dados da organização, existem no mundo cerca de 21 milhões de pessoas submetidas a condições de trabalho análogas à escravidão, em um negócio que movimenta aproximadamente 150 bilhões de dólares por ano.

O Protocolo reforça o quadro jurídico internacional através da criação de novas obrigações para prevenir o trabalho forçado, para proteger as vítimas e para fornecer acesso a reparos, como indenização por danos materiais e físicos. Ele também exige que os governos tomem medidas para proteger melhor os trabalhadores, em especial os trabalhadores migrantes, a partir de práticas de recrutamento fraudulentas e abusivas e enfatiza o papel dos parceiros sociais na luta contra o trabalho forçado.

*Com informações da OIT