Justiça condena dois fazendeiros por trabalho escravo no Triângulo Mineiro
31-03-2016

Dois homens foram condenados por manterem 25 pessoas em condições análogas à escravidão em uma plantação de café em Campos Altos (MG) nesta semana, dez anos após terem sido flagrados pela fiscalização do Ministério do Trabalho. O proprietário e o gerente da Fazenda Vitória foram condenados também por aliciamento de trabalhadores, que segundo a denúncia foram recrutados na cidade de Barro (CE) e levados até a região do Triângulo Mineiro. A decisão foi divulgada pelo portal G1 e pela TV Integração nesta terça-feira (29).

Em 2006, uma equipe de fiscalização do Ministério do Trabalho encontrou 39 trabalhadores rurais sem registro formal na zona rural de Campos Altos. Desse total, 25 trabalhadores eram submetidos a condições degradantes de trabalho e cerceamento da liberdade de locomoção. As vítimas foram recrutadas no Ceará a pedido do gerente da fazenda. O homem responsável pelo aliciamento é réu em um processo separado, e encontra-se foragido após ter prisão preventiva decretada.

O proprietário da fazenda foi condenado a 15 anos de prisão, enquanto seu gerente foi sentenciado a uma pena de sete anos, sete meses e 20 dias. Eles também foram condenados a pagar um total de 362 dias-multa, cujo valor unitário varia de cinco a 15 salários mínimos. A título de reparação do dano, eles devem pagar ainda um total de R$ 10 mil que serão destinados a programas de erradicação de trabalho escravo da União.

Leia a reportagem completa no site do G1.

Imagem: Google Maps