InPACTO e SINAIT apresentam o projeto “Ação Integrada” em reunião no Ceará
18-11-2016

Representantes do InPACTO e do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (SINAIT) estiveram no última quinta-feira, 17, na Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo no Ceará (Coetrae/CE) para apresentar o Instituto Ação Integrada e articular a implementação do projeto no estado. O Ação Integrada atua na reinserção de trabalhadores em situação de vulnerabilidade e egressos do trabalho escravo.

Por meio da educação, o projeto, que oferece treinamento profissional de dois a seis meses, busca quebrar o círculo de exploração do trabalho e oferecer às vítimas uma oportunidade de uma vida e trabalho decente. Os participantes recebem assistência psicológica, educação básica, qualificação profissional e têm acesso às políticas de saúde governamentais. Mais de 700 pessoas foram atendidas pela “Ação Integrada” desde 2009. Durante o encontro, a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas dos Direitos Humanos (COPDH) apresentou um plano piloto do Projeto Ação Integrada. No Ceará, o programa será implantado no município de Granja e, posteriormente, em mais duas cidades da região.

A secretária executiva do InPACTO, Mércia Silva, ressaltou a importância em envolver o setor privado no engajamento contro o trabalho escravo e na mobilização e sensibilização de toda a cadeia produtiva. “Viemos ao Ceará para conversar com a Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo para encontrarmos uma sinergia. O Ceará é um estado que tem uma produção integrada em uma agenda globalizada. Muitos produtos são para exportação, então estamos tentando trazer tanto essa visão de fora, de dentro das grandes multinacionais, com produção local de alguns dos insumos que o Estado exporta, como também a expertise na promoção de saberes de como combater o trabalho escravo e conseguir daqui pra frente estabelecer uma agenda com o Ceará”, concluiu. Para Patrícia Maranhão, assessora especial do Sinait e diretora do Instituto Ação Integrada, é importante que cada estado pense em um modelo próprio baseado em necessidades específicas.

O presidente da Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo do Ceará (Coetrae/CE) e coordenador Especial de Políticas Públicas dos Direitos Humanos do Estado do Ceará, Demitri Cruz, avalia que o diálogo permitiu grandes esclarecimentos para o planejamento de ações para 2017. “Estamos compartilhando experiências e pensando como elaborar estratégias conjuntas, ações locais em conjunto com ações que essas instituições pensam em âmbito nacional”.

Com informações da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas dos Direitos Humanos do Estado do Ceará
Foto: Max Marduque