InPACTO participa de fórum global sobre trabalho forçado, na Tailândia
10-11-2017

O Issara Global Forum reuniu, entre os dias 8 e 10 de novembro, em Bangkok (Tailândia), líderes de governos, empresas e especialistas em direitos trabalhistas, tráfico de pessoas e trabalhadores migrantes, para discutir práticas atuais e novos modelos para abordar o trabalho forçado e tráfico de seres humanos nas cadeias de abastecimento globais.

Mércia Silva, diretora executiva do InPACTO, levou ao fórum informações sobre trabalho escravo no Brasil. Falou sobre o resgate de mais de 50 mil trabalhadores nos últimos 20 anos e explicou sobre o funcionamento de importantes ferramentas de combate criadas desde que o Brasil reconheceu a existência de trabalho escravo, em 1995: o Grupo Móvel de Fiscalização (1997) e a Lista Suja (2003). Ela ainda apresentou o InPACTO e a sua atuação junto a empresas brasileiras que querem manter seus negócios livres de violações de direitos humanos e citou ações setoriais que visam a erradicação do trabalho escravo e a promoção do trabalho decente.

 

Entre os participantes estiveram presentes varejistas globais, como Marks & Spencer, Mars, Nestlé, Seafresh Group, Tesco, Walmart e World Wise Foods; fabricantes e fornecedores regionais, como Betagro, PAN Group / Bangkok Rubber e Thai Union; Agências de recrutamento de trabalho de Myanmar; fornecedores globais de tecnologia de relatórios de trabalhadores; representantes sindicais; e as ONGs de direitos humanos.

O fórum global teve como objetivo facilitar o intercâmbio e a aprendizagem sobre boas práticas de ponta e inovação em direitos humanos das empresas em todo o mundo, bem como para destacar as abordagens mais promissoras que devem ser promovidas e investidas nos próximos anos.

Em nota para a imprensa, o Instituto Issara, visando o estímulo de atuações globais, ressaltou que embora existam progressos, ainda há muitos desafios para serem vencidos no que diz respeito ao enfrentamento do tráfico de pessoas e do trabalho forçado. “Há mais de 20 milhões de vítimas de tráfico de seres humanos em todo o mundo, muitos trabalham em fazendas, fábricas, minas e instalações de produção ligadas ao comércio global. A maioria vive no sul e sudeste da Ásia, trabalhando nas cadeias de fornecimento de empresas que fornecem bens e serviços a consumidores e empresas em todo o mundo. Assegurar uma cadeia de abastecimento ética é complicado. Progresso foi feito, mas ainda há muito a fazer”.

O Instituto Issara é uma corporação independente sem fins lucrativos dos EUA, com sede na Tailândia, Mianmar e os Estados Unidos, abordando questões de tráfico e trabalho forçado por meio de dados, tecnologia, parceria e inovação

Para saber mais sobre o Instituto Issara, acesse: www.issarainstitute.org

Imagens: Equipe Issara