InPACTO marca presença em reunião do CONATRAE
02-08-2018

A Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo (CONATRAE) completa 15 anos de atividades, consolidando-se como um espaço pautado pela colegialidade e diálogo. Criada em 31 de julho de 2003, a Comissão é vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e presidida pelo Ministro de Estado dos Direitos Humanos, tendo como objetivo coordenar e avaliar a implementação das ações previstas no Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo.

Integrante da CONATRAE, o InPACTO esteve presente na Reunião Ordinária da Comissão, realizada na última terça-feira, 31 de julho, em Brasília.

A importância de a sociedade não permanecer omissa a violações e a necessidade do tema “empresas e direitos humanos” ser encarado transversalmente na Comissão, permearam as falas e celebrações da data.

 “Desejo que a CONATRAE continue seu trabalho, levando essa bandeira diante de tantas adversidades e neste momento político desafiador. Que essa instituição possa atuar acima dos interesses de ocasiões, que atenda o interesse público e, que esse interesse, não se confunda com o interesse de grupos ou setores, pessoas ou organizações. Para os próximos 15 anos, que a CONATRAE possa inovar e ser mais criativa nesse trabalho, pois o mundo está em constante movimento e atualizações, mesmo nas formas de exploração e nos processos de perseguição dos defensores de direitos humanos. Assim, temos que ter coragem de inovar. Devemos ainda ter coragem de abordar e tratar os temas de discriminação étnico-racial e de gênero, importantes norteadores desta exploração e da imposição destas condições de trabalho análogo ao escravo nos dias de hoje. Temos que ter coragem de enfrentar esses temas dentro da comissão para garantir políticas públicas que realmente possam gerar mudanças nesta realidade”, destacou a diretora executiva do InPACTO, Mércia Silva.

De acordo com ela, é importante a CONATRAE estabelecer relações diretas com outras comissões e iniciativas que estão acontecendo pelo mundo afora. “É hora de estruturar uma rede internacional que possa dar suporte e legitimidade às ações regionais e locais”, defende.