Petrobras Distribuidora, associada InPACTO, utiliza o georreferenciamento para monitoramento da cadeia de etanol
19-09-2018

Na Petrobras Distribuidora, o monitoramento da cadeia de etanol vai além do fornecedor direto, aquele com quem a empresa mantém relacionamento comercial. A companhia possui procedimento que prevê o georreferenciamento para mitigar o risco social. Quem explica esse processo é Camila Pimentel, coordenadora de Sustentabilidade da empresa:

– O procedimento prevê que quando uma fazenda ou usina de cana é identificada no cadastro de empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas às de escravo (“lista suja”), sua localização é apontada num mapa onde constam as usinas com as quais a Petrobras Distribuidora possui relacionamento comercial. Assim, quando a distância entre elas for menor que 50 quilômetros, nosso fornecedor direto é identificado e recebe uma notificação para declarar que não possui relação comercial com a fazenda ou usina comprometida.

Outra prática efetiva da Petrobras Distribuidora para prevenção e combate ao trabalho escravo é a divulgação interna da “lista suja” e o bloqueio imediato dos CPFs e CNPJs no sistema informatizado de gestão dos negócios da empresa (ERP).

De acordo com Camila, esta medida foi responsável pela emissão de duas notificações extrajudiciais, nos últimos dois anos, a empresas comprometidas na lista suja e que tinham relação comercial com a companhia. “Esse processo envolve as áreas-fim da empresa e demonstra o comprometimento de todos com o tema”, ressalta.

Signatária do Pacto desde 2005 e membro do InPACTO desde 2015, a Petrobras Distribuidora assumiu os 10 compromissos do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo e torna público seu compromisso com a causa, destacando em sua Política de Responsabilidade Social (disponível no site da companhia) que seus fornecedores devem se comprometer a não utilizar mão-de-obra análoga à de escravo e assinam Termo de Compromisso em alinhamento com essa política.

“O InPACTO é um importante fórum para discussões sobre o tema e para reafirmação dos compromissos do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo.  Além disso, o suporte da equipe técnica é importante para fundamentação e proposição de ações que visem erradicar da nossa cadeia de valor a prática do trabalho escravo contemporâneo”, avalia Camila.