InPACTO participa de lançamento do Índice de Transparência da Moda Brasil
24-10-2018

O InPACTO esteve presente no último dia 11 de outubro no lançamento da edição brasileira do Índice de Transparência da Moda. A iniciativa faz parte de um projeto global que existe desde 2016 e busca medir o compromisso social, ambiental e a governança na cadeia de valor no setor têxtil. O evento, que também contou com a participação do Instituto Alinha e da Abvtex (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), foi realizado na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

O Índice de Transparência da Moda Brasil é o resultado de um estudo que analisou em que medida 20 grandes marcas e varejistas de moda comunicam ao público sobre condutas adotadas em suas cadeias produtivas. Uma das propostas do projeto é incentivar uma maior prestação de contas em relação aos impactos socioambientais do setor.

O Índice tem como objetivo mostrar a transparência das marcas e não sugere nenhum ranking ou comparação entre as empresas. A escolha das marcas foi feita de acordo com uma amostra baseada em faturamento e representatividade no segmento de atuação.

Para a diretora executiva do InPACTO, Mércia Silva, a transparência é um ato de responsabilidade que permite a construção da equidade entre os pares ou partes e como prática empresarial fomenta a troca qualificada de saberes e fazeres.

“Em especial no setor de moda, a adoção de práticas mais transparentes pode ser um elemento importante de mudança de cultura. Se há mais transparência, isto significa que haverá maior construção coletiva do setor, com práticas mais sustentáveis referenciadas e adotadas; portanto, as ações em dissonância poderão ser identificadas e : ajustadas por meio de processos, gerando mudanças no setor como um todo”.

 

Sobre o Índice de Transparência da Moda (ITM): O projeto iniciado em 2016 pelo Fashion Revolution global teve a sua terceira edição publicada em abril de 2018, com a análise de 150 marcas de moda internacionais em cinco categorias: “Política e Compromissos”, “Governança”, “Rastreabilidade”, “Conhecer, Comunicar e Resolver” e “Tópicos em Destaque”.

A pesquisa brasileira foi desenvolvida pela equipe do Fashion Revolution Brasil, em parceria técnica com o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGVces), e teve como base as informações disponibilizadas em canais como sites e relatórios de responsabilidade social corporativa, ou de sustentabilidade; e no questionário com quase 200 perguntas, enviado aos representantes das marcas, com o objetivo de estimular um processo participativo.

De acordo com os organizadores, o ITM brasileiro permitirá um olhar para um recorte do mercado e seus padrões emergentes de divulgação de informações sobre toda a cadeia de valor, apontando um caminho que considera a capacidade e responsabilidade das empresas em promover mudanças.

Para mais informações e acesso ao relatório, clique aqui.