GPA utiliza metodologia Initiative for Compliance and Sustainability (ICS) para mapear e acompanhar fornecedores
09-10-2018

Maior grupo de varejo e distribuição do Brasil, o GPA está comprometido com a prevenção e erradicação do trabalho escravo. Desde 2014, a empresa integra o quadro de associados do InPACTO, assumindo os 10 compromissos do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo.

Em 2016, a companhia estabeleceu normas transparentes de relacionamento com seus parceiros comerciais, materializadas no documento Carta de Ética de Fornecedores, que traz diretrizes que devem ser seguidas pelo grupo e por todas as empresas envolvidas em sua cadeia de suprimentos.

“Nesse documento estão estabelecidos e acordados   padrões éticos de conduta que abrangem aspectos sociais, ambientais e econômicos, entre elas a proibição ao trabalho escravo ou análogo ao escravo, obrigatório ou não remunerado em todas as suas formas”, explica a Diretora de Sustentabilidade, Susy Yoshimura.

A companhia também realiza o mapeamento, exige auditoria social e, se necessário, acompanha as ações corretivas dos parques fabris dos fornecedores nacionais de marcas próprias e de importados provenientes de países avaliados com alto índice de risco social. Esse processo, segundo Susy, é realizado de acordo com a metodologia Initiative Compliance and Sustainability (ICS), que verifica o cumprimento dos princípios universais de direitos humanos, das leis trabalhistas vigentes no país da fábrica em questão e das normas trabalhistas internacionais.

“Quando a auditoria aponta em seu resultado elementos de atenção, o fornecedor tem um prazo para implementar as melhorias necessárias para que possa continuar sua relação comercial com o Grupo. Em casos que o resultado apresenta não conformidades graves, a decisão é encerrar as relações comerciais por, pelo menos, 2 anos”.

Outra prática adotada pelo GPA é a certificação de 100% dos seus fornecedores e subcontratados de produtos têxteis, sapatos e acessórios pela Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), sendo realizadas auditorias anuais nas cadeias de produção em relação ao cumprimento das normas brasileiras de saúde e segurança do trabalho, bem como à legislação que proíbe o trabalho infantil e análogo ao escravo.

Em relação à parceria com o InPACTO, Susy ressalta a atuação do instituto como um agente de mobilização. “O InPACTO tem um papel forte de apoio ao fortalecimento das posições de diversos setores e ao engajamento constante sobre o tema. É importante no papel de advocacy imparcial para refletir melhor sobre a complexidade do assunto e permitir a colaboração entre atores das cadeias”.